quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Artigo de Paulo Afonso Linhares

O INVERSO DO AVESSO

Paulo Afonso Linhares 

No  momento em que a ferida é feita dói pouco ou quase nada; ruim mesmo é quando ela ‘esfria’ e aí nasce a constatação da profundidade e extensão dos danos causados. É quando a ferida dói tudo aquilo que pode doer. 
Assim começa a parecer o ânimo de algumas pessoas - grandes dignatários do Poder Judiciário e eminentes lideranças do mundo da política - após o resultado das urnas de 28 de outubro de 2018. 
Claro, o denso populismo de extrema-direita arrebatou os corações de 57 milhões de brasileiros, enquanto todos os matizes de centro-esquerda à extrema-esquerda atingiu apenas 47 milhões, o que configurou uma acachapante derrota eleitoral.
Triste foi a impressão de que os dois lados da pugna sequer tinham noção do que estava em disputa e agiam como se tudo aquilo fosse como um reles jogo de futebol em que o “#Ele, não!” seria suplantado por um nada menos enigmático “#Ele, sim!”. E esses ‘discursos’ monossilábicos  findaram por prevalecer, a despeito do tanto que deveria ser debatido acerca dos grandes problemas nacionais para legitimar o veredito da Soberania Popular, na eleição presidencial de 2018.
O que prevaleceu, todavia, foram bordões despolitizados e fórmulas simplistas de apelos imediatistas de solução de pequenos problemas: o banimento de um “kit gay” que ninguém sabe o que é, contra o “botijão de gás de cozinha a 45 reais” a alentar muitos lares economicamente desfavorecidos. E as grandes questões nacionais que não apenas deveriam balizar o debate político, mas, serem o divisor de águas na formação da vontade do corpo eleitoral, foram olimpicamente esquecidas, ao menos no momento crucial das escolhas feitas na solidão das cabines indevassáveis. 
        Sem dúvida, tiveram grande peso mesmo os boatos e mentiras - denominados genericamente como “fake news”, para reforçar a tradição brasileira  do abuso de anglicismos - assacados através das redes sociais da Internet, sobretudo, porque o Tribunal Superior Eleitoral se mostrou incapaz de combatê-lo.
Findos os foguetórios e libações comemorativos da vitória eleitoral, emergem com força as indagações sobre tristes aspectos da realidade de um país seriamente enfermo em múltiplos aspectos. Como superar os enormes gargalos da economia de um país periférico? Como resolver o gravíssimo problema do déficit fiscal que perpassa todas as unidades federativas, da União, Estados e Municípios brasileiros? Como  há de ser solucionado o indigesto e inadiável problema da previdência social? O que há de ser feito para  reduzir  o crescente e angustiante índice de desemprego que atinge parcelas ponderáveis da população deste país continente? Enfim, em que bases será estruturada a retomada do desenvolvimento nacional?
Evidente que arroubos autoritários e planos simplórios estão distantes como soluções para esses magnos problemas. Claro, não se pode exigir do governo Jair Bolsonaro um arsenal de fórmulas prontas para solucioná-los com um estalar de dedos, todavia, é razoável que o presidente que assumirá em janeiro de 2019 tenha a exata dimensão do que representa o Brasil no mundo, sobretudo, de que podemos retroceder no plano externo, com o enfraquecimento das relações comerciais com importantes parceiros, em especial a participação no bloco dos Brics, a derrocada do Mercosul, ademais da presença do Brasil  em diversos organismos internacionais que foram mais obras da excelente diplomacia brasileira, do que  de governos e líderes políticos circunstanciais.
Dizer que vai retirar o Brasil da ONU ou que vai apoiar a transferência da embaixada brasileira de Tel-Aviv para Jerusalém, na contramão da quase unanimidade dos países do mundo,  não deixa de ser algo que beira à absoluta irresponsabilidade. Sobretudo, se se considerar a posição da diplomacia brasileira - que não é petista, tucana ou meramente direitista, mas, herdeira de belíssima tradição do Barão do Rio Branco - na sua trajetória de inserir o Brasil no concerto das nações civilizadas. Com efeito, a carreira de Estado cujo escopo é o de viabilizar a representação do Brasil através de unidades (embaixadas) mantidas na maioria das nações amigas, é uma das melhores do mundo, máxime pela formação de excelência que os jovens aspirantes a diplomata recebem no Instituto Rio Branco, noção que escapa do conhecimento da maioria de nossa população. Daí que Bolsonaro igualmente ignorar isso constitui mais um grande problema a ser equacionado pelo governo que começa em 01 d janeiro de 2019.
Certo é que o Brasil precisa de seus parceiros internacionais cujo volume de negócio tem relevância para a balança comercial, a exemplo da China, o maior de todos, ou mesmo os países árabes, que mantêm conosco um comércio que dá superávits anuais superiores a 7 bilhões de dólares, enquanto Israel proporciona apenas 1,5 bilhões de dólares. Óbvio que, seguindo as boas práticas da diplomacia brasileira, deve-se lutar para não perder nenhum deles, mas, no mínimo, que seja preservado quem melhor atende aos interesses do Brasil. Desdenhá-los pode ser um fatal erro, sobremodo, com a imposição de pesadas perdas para o agronegócio que sufragou o nome de Jair Bolsonaro. 
Aliás, vale lembrar que, nos Estados Unidos da América, as idiotices de Trump têm causado sérios estragos à política externa norte-americana com atitudes do tipo “cutucar o cão com vara curta”: rompeu o acordo nuclear com o Irã deixando em maus lençóis os parceiros ocidentais (França, Alemanha e Inglaterra) e abriu uma perigosa guerra comercial contra a China, com desdobramentos imprevisíveis, porém, um dano concreto já causou: o agronegócio norte-americano do chamado Corn Belt (em português, “Cinturão do Milho”), está a amargar pesadas perdas em razão das retaliações econômicas chinesas em resposta aos arroubos do Tangerine Man.
Com essa bobagem de mudança da embaixada brasileira em Israel para Jerusalém, o agronegócio que produz e exporta proteína animal para países muçulmanos - das regiões Sul-Sudeste e Centro-Oeste, que votou maciçamente em Bolsonaro - poderá perder um mercado excelente da carne helal (“helal”, em árabe, corresponde a “permitido, autorizado”, em português. Nos países não islâmicos, este termo é usado para se referir aos alimentos autorizados de acordo com a lei islâmica “Xariá”) e de outros bens e serviços que o Brasil exporta para o mundo árabe. O mesmo se diga relativamente aos exportadores de soja para o rico e superpopuloso mercado chinês: um alinhamento automático do Brasil à política de Trump contra a China, já insinuado por Bolsonaro em entrevistas, poderá deixar muitos dos entusiasmados eleitores deste sem compradores para a soja que produzem, está que é principal “commodity” da pauta de exportação do agronegócio brasileiro. 
Ao que parece, o Trump tupiniquim e sua equipe imaginam que podem governar um país continental como o Brasil com bordões idiotas e arroubos pueris. Isso funcionou bem na campanha eleitoral, até mesmo como manobra diversionista: ao invés de propostas concretas e viáveis para a gestão racional da máquina governamental, da economia, educação, saúde, segurança pública e relações exteriores, que não existiam, o candidato trouxe como agenda filigranas como flexibilização do porte de armas de fogo, o repúdio às políticas afirmativas de certas minorias (comunidade LGBT, movimentos negros, indígenas, a mentirosa idiotice do tal “kit gay” etc.), o rompimento político como países vizinhos  que têm governo repuxados como “de esquerda”, alem de um besteirol mais amplo e, como tal, desassociado de maior aprofundamento no campo das ideias. 
Salta aos olhos que Bolsonaro, deputado federal do baixo clero apesar dos sete mandato, não aprendeu a liturgia do importante múnus que desempenhará a partir de janeiro d 2019. Nem a maioria daqueles que compõem o “núcleo duro” de seu grupo. A cada instante vão aparecendo bocagens ditas pelo próprio presidente eleito ou de alguém do seu círculo íntimo: a ultima foi  a revelação de que o futuro superministro da Economia, o banqueiro e economista Paulo Guedes, também conhecido como “Posto Ipiranga”, numa tensa reunião técnica sobre questões orçamentárias perguntou o que diabos era aquela tal de “LOA”, nada mais que a Lei Orçamentária Anual. Mais um “fake new”? Coisa nenhuma! Segundo narra em artigo o professor de Economia da Unicamp, Pedro Paulo Zahluth Bastos, na Carta Capital, “um técnico do IPEA informava que o futuro ministro da Economia do governo Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, tinha acabado de ter uma reunião com integrantes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Os técnicos discutiam a LOA e foram interrompidos pelo futuro ministro: o que mesmo é a LOA? Sério? Não pode ser. Como é possível que um economista experiente prestes a assumir o Ministério da Economia não saiba que a LOA é a Lei Orçamentária Anual? Só pode ser brincadeira de petista infiltrado". Pode? Nos gabinetes de Brasília, começa a assustar mesmo é o grau de desconhecimento do futuro ministro da Economia do governo de Jair Bolsonaro, Paulo Gudes, sobre a administração pública. 
O exercício da presidência da República tem sua liturgia, que deve ser observada. E nesse chão os amadorismos são perigosos. Ora, na alta cúpula bolsonariana, perpassa uma ideia tosca de que, ganhando a eleição presidencial, não apenas o governo, mas, o Brasil mesmo passou a pertencer ao vitorioso e, nesse diapasão, os 47 milhões de eleitores que não votaram em Bolsonaro devem ser politicamente “tratorados”, para usar a imagem hedionda que cunhou Eduardo Bolsonaro, o primeiro filho e pretenso herdeiro do capitão-presidente, em mais um delírio de poder.
Estranho é que há um esforço para que prevaleça esse ralo e superficial da política que, todavia, atraiu ponderável parcela majoritária do eleitorado brasileiro, assustado que foi pelas grandes estruturas midiáticas de que deveria ser destruído esse “dragão da maldade” chamado apenas PT, sem deixar claro qual seria a alternativa de poder. Votou-se, assim, para “tirar o PT”, sem ao menos se dar conta de que isto ocorreu quando do impeachment fajuto contra Dilma Rousseff, tanto é verdade que entre a data da eleição de Bolsonaro até sua posse, que sofrerá da Síndrome do Pato Manco será Michel Temer.  A expressão "pato manco" (do inglês, “lame duck”),  na política norte-americana,  designa o político que continua no cargo, mas por algum motivo não pode disputar a reeleição e perde a expectativa de poder. 
Sem embargo, na tradição política brasileira, ao “pato manco” nem o indefectível cafezinho é servido, pois, ensina velho anexim de caçadores ingleses, que “nunca desperdice pólvora com pato morto” (“Never waste powder on a dead duck”). Ao pato manco Temer caberão apenas grasnidos de adulação ao futuro inquilino do Alvorada para, quem sabe, ser agraciado com o posto honorífico de embaixador nalgum país inexpressivo, ou livrar-se de uma ‘cana’ antes do carnaval de 2019.
Claro, os barões da mídia (Globo, Estadão, Veja, Folha, Band e SBT), em sua maioria, tinham como candidato o insosso Geraldo Alckmin que, como já era previsto, não decolou e obteve míseros 4,76% dos votos no primeiro turno da eleição presidencial. A maioria do eleitorado preferiu o cardápio simplista do populismo de extrema-direita. Coisas da democracia. Para os 47 milhões que votaram em Haddad uma pálida esperança: que Bolsonaro siga aquela malsã tradição da política brasileira de nada cumprir do que foi dito nos palanques das campanhas ou mal-ajambradas aparições nas redes sociais e entrevistas à imprensa, no ritmo do “esqueçam o que escrevi (ou disse). Algo como o inverso do avesso, que poderá ser menos ruim para o Brasil.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Roberto Guedes terá programa diário na TV União

O jornalista Roberto Guedes anunciou que estará na TV União a partir do dia 18, segunda-feira, com um programa de entrevistas a ser apresentado de segunda a sexta-feira, às 13,30.
A TV União pode ser sintonizada na Cabo Telecom - Canais 26 e 800 (HD).
Sobre o programa, Roberto acrescenta:
- Eminentemente jornalístico, o programa tem como oferta principal a realização de entrevistas com pessoas que possam ajudar a formar opinião sobre tudo o que acontece aqui ou lá fora com repercussão em nosso Rio Grande do Norte.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Pai mata o filho pensando ser um assaltante

Alyson Aevedo, 39 anos,ex-prefeito de Baraúna, região do Curimataú da Paraíba, foi morto pelo próprio pai, Adilson Azevedo, que o confundiu com um assaltante.
Foi na noite de ontem, como registrou da Tribuna da Câmara dos Deputados, o deputado Veneziano Vital do Rego.
Reportagem sobre essa tragédia está no portal Jornal da Paraíba. Para acessá-la, CLIQUE AQUI.

domingo, 11 de novembro de 2018

Portões do ENEM abrem às 11 pelo horário de Natal

Por Mariana Tokarnia 
Repórter da Agência Brasil  
Brasília

Estudantes inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fazem hoje (11) a segunda etapa de provas em mais de 1,7 mil municípios. Serão aplicadas questões de ciências da natureza e matemática. Para resolvê-las, os candidatos terão cinco horas, 30 minutos a menos do que no domingo passado, dia da primeira fase.

Os estudantes devem estar atentos ao horário de verão. Os portões abrem às 12h e fecham às 13h, no horário de Brasília, que segue o horário de verão. Ou seja.pelo horário de Natal, os portões abrem às 11 horas e fecham às 12.

As provas começam a ser aplicadas às 12h30, pelo horário de Natal. A partir das 12h, os alunos devem estar em sala de aula e serão realizados procedimentos de segurança.

O participante não poderá deixar o local de prova antes das duas primeiras horas e só poderá levar o Caderno de Questões para casa caso deixe a sala 30 minutos antes do fim da prova.

Os candidatos deverão ter em mãos um documento válido, oficial e com foto; e guardar no envelope porta-objetos fornecido pelo aplicador o telefone celular e quaisquer outros equipamentos eletrônicos, que deverá ficar desligados. Os inscritos no exame devem levar também caneta de tubo transparente e tinta preta. Lápis, borracha, lapiseira e canetas sem transparência não podem ser usados no dia da prova.

O gabarito oficial do Enem 2018 será divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) até 14 de novembro. Já o resultado deverá sair no dia 18 de janeiro de 2019.

Falta de energia
Segundo o Inep, os participantes dos locais de prova que ficaram sem energia elétrica no domingo passado não devem deixar de fazer o Enem hoje. Eles terão direito à reaplicação apenas das provas do primeiro dia, em dezembro.

Dois locais de prova foram afetados, um em Franca (SP), com 993 participantes; e o outro em Porto Nacional (TO), com 759. O Inep fez contato com essas pessoas pelo e-mail ou SMS cadastrados na Página do Participante, alertando sobre a necessidade de comparecerem.

Enem 2018
O Enem 2018 será aplicado em 1.725 municípios brasileiros, 70 deles de difícil acesso. Ao todo, 5.513.726 estudantes estão inscritos. No último domingo, 4,1 milhões de estudantes fizeram o exame, registrando-se o menor percentual de faltosos desde 2009: 24,9% do total de 5,5 milhões de inscritos. Foram aplicadas provas de linguagem, ciências humanas e redação.

A estrutura para aplicação do Enem envolve 10.718 locais de aplicação, 155.254 salas e mais de meio milhão de colaboradores. Foram impressos 11,5 milhões de provas de 12 cadernos de questões diferentes. Haverá ainda uma videoprova em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Ao todo, são quase 600 mil pessoas envolvidas na aplicação do exame.

A nota no Enem poderá ser usada para concorrer a vagas no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

sábado, 10 de novembro de 2018

TSE dá 5 dias para o TRE responder sobre registro de Kerinho


Fátima recebe do TCE diagnóstico da situação do RN

O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), conselheiro Gilberto Jales, recebeu em audiência no final da tarde desta sexta-feira (09/11) a governadora eleita do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, acompanhada de membros da equipe de transição do Governo. “A conversa com o TCE é necessária diante da situação que passa o nosso Estado. Trata-se de um órgão que pode nos ajudar muito, inclusive com sugestões, para que possamos corrigir possíveis falhas”, relatou a futura governadora.

Foi mais do que uma simples visita de cortesia. A governadora Fátima Bezerra apresentou membros da equipe de transição e falou das dificuldades que vão enfrentar, sobretudo com o nas questões fiscal e orçamentária.  Ela estava acompanhada dos técnicos Adriano Gadelha, André Castro, Carlos Eduardo, Roberto Sérgio Linhares, Arméli Brennand e o deputado estadual Fernando Mineiro.

Fátima explicou que a equipe de transição vem trabalhando em três frentes, divididas nos temas “Gestão Fiscal e Orçamento”, “Desenvolvimento Econômico” e “Serviços Públicos e Políticas Sociais”. Informou que foi iniciada a conversa com o atual governador, Robinson Faria, que se colocou a disposição para contribuir com o processo e que, paralelamente, a equipe estava iniciando diálogos com organizações como o TCE, por exemplo. De antemão, disse que tratará com prioridade questões relativas à segurança, saúde e educação, e que já vem ouvindo grupos de especialistas nestas áreas desde a campanha.

Acompanhado dos conselheiros Paulo Roberto Chaves Alves e Renato Costa Dias, da conselheira Adélia Sales, do procurador eleito para mais um mandato à frente do Ministério Público de Contas, Thiago Guterres, além de diretores e coordenadores do TCE, o presidente Gilberto Jales explicou que o Tribunal de Contas sempre procurou, em sua especificidade, colaborar com o desenvolvimento do Estado. “Nossos técnicos atuam na frieza dos números, de acordo com a Lei. O órgão parte de dados concretos, observando a legalidade e a legitimidade, divulgando todos os dados para a sociedade”, disse.

O presidente do TCE entregou à futura governadora uma série de relatórios de auditorias em áreas como segurança, saúde, educação e outros. “Tenho certeza que o Governo do Estado, em seu dinamismo, não teria condições de desenvolver estes estudos que muito podem contribuir, pois além de achados, apresentam sugestões de solução”, disse, lembrando que a equipe é enxuta, mas muito profissional, competente, com atuação reconhecida entre as cortes de contas de todo o País. “O tribunal atual com um olhar de fora”, destacou.

Jales citou vários exemplos de atuação do TCE nas contas públicas, resultando em prevenção de prejuízos para o Estado, tais como no caso do fundo previdenciário e no processo do estádio Arena das Dunas. Informou que a Corte de Contas conta com uma equipe especializada em auditoria de convênios internacionais e vem investindo em inteligência e tecnologia de informação, além da capacitação permanente dos servidores e jurisdicionados. “Contamos com o menor percentual de receita entre os tribunais de contas do país, mas nossa atuação é profissional. Somos respeitados pela qualidade dos dados que apresentamos a sociedade”, destacou.

No final da reunião, a governadora eleita pediu apoio do presidente do TCE no diálogo com os demais poderes acerca das discussões orçamentárias. Gilberto Jales se colocou à disposição e relatou as contribuições do TCE diante da crise econômica dos últimos anos. “Há quatro anos que o nosso orçamento está congelado. O Tribunal vem dando sua parcela de contribuição para o equilíbrio financeiro do Estado e está sempre aberto ao diálogo”.
Texto e foto encaminhados pela Assessoria de Imprensa do TCE.
Governadora eleita e equipe recepcionados no TCE

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

UFRN debate "Memória afetiva do rádio AM potiguar"

Uma mesa redonda no auditório do Laboratório de Comunicação da UFRN, encerrou na tarde desta quarta-feira, 07 de novembro, a exposição “Memória afetiva do Rádio AM: trajetos tecnológicos”, coordenada pelo professor Hélcio Pacheco e o radialista Sílvio Henrique, iniciada no dia 22 de outubro. A data para o encerramento foi escolhida por nela ser comemorado o Dia do Radialista.
A mesa redonda contou com a participação de Francisco Moraes, Nilton Pires, Juliano Freire e Wellington Medeiros e foi aberta com a apresentação pelo representante do Grupo Comunicação, Cultura e Mídia, Jeferson Rocha, de uma pesquisa realizada sobre a transição do rádio AM para FM em nível nacional, destacando a mudança que acontece no rádio potiguar.
A memória do rádio AM dos anos 60 até o surgimento das FMs, foi amplamente exposta pelos participantes da mesa redonda, com Francisco Moraes detalhando a implantação da Emissora de Educação Rural, Nilton Pires com histórias especialmente do campo esportivo onde atuou, Juliano Freire sobre rádio Web na qual trabalha no Tribunal de Justiça e lembrando atuação em prefixos da capital e Wellington Medeiros chamando a atenção para dezenas de artigos que escreveu sobre rádio no Jornal de Hoje e inseridos no livro “Artigos para sempre” que distribuiu entre os presentes. 
Exposição
Foram expostos materiais e equipamentos do acervo do Departamento de Comunicação Social da UFRN que serviram ao Laboratório de Rádio dos Cursos de Jornalismo e Radialismo, entre eles: Mesas de áudio, Microfones, Toca-discos, Cartucheiras, Áudio cassetes, Gravadores de fita magnética, Rádios de mesa à válvula e transistorizados, Válvulas de transmissores de rádio AM, Mini-Disc, Cassetes, Cartuchos e Vinis.
“O rádio AM está passando por uma transformação. Com a migração para a Frequência Modulada, inevitavelmente, a tendência será o fim de uma história de quase 100 anos de operação no Brasil nas ondas da Amplitude Modulada. Algumas rádios do Rio Grande do Norte já migraram e desativaram as transmissões em AM. Assim, o objetivo do projeto é expor o acervo tecnológico do Departamento de Comunicação Social da UFRN para que todos pudessem conhecer o aparato que caracteriza o funcionamento do Rádio AM. É mais um estímulo para que os alunos se interessem em ampliar a memória do rádio AM e sua história no cenário potiguar”, destacou Silvio Henrique idealizador da exposição que teve a supervisão do professor Hélcio Pacheco.
FOTO: DECOM/LABCOM

Está bombando no zap: José Dirceu já chegou

Ainda não sei se é verdade, mas o zum-zum no zap desde ontem à noite está grande:
O ex-ministro José Dirceu está em Natal e teria alugado casa em Ponta Negra.
Também via zap, mandei uma mensagem para a governadora eleita, Fátima Bezerra, perguntando se tal informação é procedente.
E tomei a liberdade de mandar mensagem também para o jornalista e comentarista político Gaudêncio Torquato, que mora em São Paulo,nosso conterrâneo, perguntando se ele sabe alguma coisa a respeito.
Gaudêncio não respondeu a minha mensagem, mas a retuitou. O que me parece um sinal de que foi apanhado de surpresa.
Ainda segundo o zap, Dirceu viria exercer importante papel no governo Fátima.
Resposta de Gaudêncio:
O jornalista Gaudêncio Torquato me respondeu há pouco, via twitter:
- Verdade? Vou procurar saber. Mas, seria um ato insano.
Em São Paulo
Aqui de Natal, o amigo Oliveira Wanderley me informa:
- Entrei no twitter de Ze Dirceu. Ele está em São Paulo. Lança segunda o seu livro MEMÓRIAS.
Quanto à governadora eleita, até o presente momento não respondeu minha mensagem sobre o assunto.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Paraíba proíbe eleição antecipada para mesa da Assembleia

A Assembleia da Paraíba aprovou emenda à Constituição estadual impedindo a realização de eleição antecipada de sua Mesa diretora.
Essa mesma PEC aprovada por proposição do deputado Ricardo Barbosa (PSB) proíbe a reeleição de membros da mesa.
O governador atual, Ricardo Coutinho, também do PSB, não gostou, segundo informa reportagem no portal Jornal da Paraíba.
Mas, segundo a mesma reportagem, o governador esclareceu:
- Eu não me refiro ao conteúdo da PEC. Eu me refiro à forma como alguns, dentro da Assembleia, conduziram.
CLIQUE AQUI para ler a reportagem.

Governo do PT consegue aprovar reforma da previdência no Ceará

Por 30 votos a 3, a Assembleia Legislativa do Ceará aprovou três projetos que consolidam a reforma da previdência estadual.
A iniciativa dos projetos é do governo comandado pelo governador Camilo Santana, do PT.
Segundo reportagem, as mudanças não afetam os atuais servidores. Mas, todos os que, a partir de agora ingressarem no quadro de pessoal do governo estadual.
Para garantia da preservação do salário recebido na época da aposentadoria, os novos servidores terão que pagar, além da contribuição normal de 13%, mais uma adicional de 8,5%.
CLIQUE AQUI para ler reportagem completa no Diário do Nordeste.
Uma reportagem, no portal de O POVO também trata do assunto e assinala que das mudanças propostas pelo governo petista e aprovada pelos deputados estaduais duas se destacam: uma acaba com a aposentadoria integral e a outra cria um fundo complementar.
O jornal esclarece quer as novas regras só valem para quem entrar a partir de agora no serviço público estadual.
Ou seja: eventuais privilégios hoje existentes foram preservados.
Para ler a reportagem de O POVO, CLIQUE AQUI.

Caixa-preta do BNDES será aberta - reafirma Bolsonaro

AGÊNCIA BRASIL - 
BRASÍLIA

O presidente eleito Jair Bolsonaro reiterou hoje (8) a determinação de abrir os sigilos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tão logo assuma o governo em janeiro. Nas redes sociais, ele usou a expressão “abrir a caixa-preta”, que, segundo o presidente eleito, é um “anseio” dos brasileiros.

“Firmo o compromisso de iniciar o meu mandato determinado a abrir a caixa-preta do BNDES e revelar ao povo brasileiro o que foi feito com seu dinheiro nos últimos anos. Acredito que esse é um anseio de todos”, escreveu Bolsonaro, no Twitter.

Ontem (7), o presidente eleito afirmou que essa é uma prioridade para ele. “Vamos abrir todos os sigilos do BNDES, sem exceção. É o dinheiro do povo e nós temos que saber onde está sendo usado.”

O BNDES foi alvo de investigações da Polícia Federal, que indiciou os ex-ministros Guido Mantega e Antônio Palocci, o ex-presidente da instituição Luciano Coutinho, além do empresário Joesley Batista, da JBS, por suspeitas de operações ilícitas.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Itália e Nova Iorque - duas inspirações de Sérgio Moro

O juiz Sérgio Moro revelou duas inspirações para o seu trabalho contra a corrupção e o crime organizado durante a entrevista coletiva que concedeu ontem - terça-feira.
Uma foi buscar na Itália, onde coube ao Poder Judiciário abrir a batalha contra os grupos mafiosos.
A outra, em Nova Iorque, principal cidade dos Estados Unidos que, nos anos 80, enfrentou o crime organizado que controlada a onda de violência que dominava a cidade.
Antes de começar a responder perguntas dos jornalistas, Moro antecipou uma lista de propostas que apresentou ao presidente, muitas das quais ainda serão analisadas mais detidamente, com o objetivo de dar mais agilidade jurídica ao combate à corrupção e ao crime organizado.
A íntegra da entrevista está disponibilizado pela Bandnews. Para acessá-la, CLIQUE AQUI.

Quebrou dentro: RN compromete 86% da receita com o pessoal

O Rio Grande do Norte compromete 86% de sua receita com o pagamento da folha e lidera a lista de 5 Estados que descumprem a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Segundo reportagem no portal da Tribuna do Norte, os dados constam em relatório publicado ontem pelo Tesouro Nacional.
CLIQUE AQUI e acesse a reportagem completa.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Namoro de Fátima com os eleitores será curto - diz Fábio Dantas

O vice-governador Fábio Dantas afirmou que o "namoro" da governadora eleita, Fátima Bezerra, com os eleitores do Rio Grande do Norte, "será curto".
Numa entrevista à 94 FM, publicada na edição desta terça-feira do Jornal Agora, Fábio deu a entender que o maior drama da governadora eleita será o restabelecimento do pagamento dos servidores estaduais em dia.
Para ele, Fátima enfrentará situação muito pior do que o governador atual Robinson Faria.
E explicou:
- Robinson contou com o oxigênio financeiro dos recursos da Previdência dos servidores, da repatriação de ativos depositados ilegalmente no exterior e da compensação previdenciária. Fátima não terá nada disso e, portanto, seu namoro com os eleitores será curto.
O vice-governador chamou a atenção para distorções existentes na folha de pagamento do RN, que supera a da Paraíba em 1 bilhão e meio por ano, embora lá exista mais servidores -  são 118 mil na Paraíba e 103 no Rio Grande do Norte.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Bolsonaro engatilha mais quatro ministros

Entrevistado nesta segunda-feira, ao vivo, por José Luiz Datena no programa Brasil Urgente, da Band, o presidente eleito Jair Bolsonaro antecipou que, a qualquer momento, indicará quatro novos ministros.
Serão os da Agricultura, Meio Ambiente, Infraestrutura e Relações Exteriores.

Enem: Prova de física terá revisão pelo zap às 17h


domingo, 4 de novembro de 2018

Zenaide Maia é mais petista do que muitos petistas, diz Fátima

A governadora eleita do RN, Fátima Bezerra, não escondeu sua admiração pela senadora eleita, Zenaide Maia.
Numa entrevista publicada na Carta Capital, Fátima afirmou sobre Zenaide:
- Ela é filiada ao PHS mais defende com muito mais afinco as nossas ideias do que muitos petistas.

DIFICULDADES
Na mesma entrevista, a governadora eleita antecipou alguns dos problemas administrativos que terá de enfrentar:
- Nem o pagamento dos salários em dia está assegurado - afirmou a governadora eleita na mesma entrevista para ressaltar a dimensão do descontrole das contas públicas no Rio Grande do Norte.
Ela destacou:
- ... enfrentamos uma das piores crises fiscais e sociais da história.
E mais:
- Não podemos nos esquecer que o Rio Grande do Norte ostenta o título de Estado mais violento do Brasil, tem o terceiro pior Ideb do Ensino Médio e convive com a absoluta precariedade do sistema de saúde.
O pior de tudo, no entendimento da governadora eleita, é a questão da falta de segurança.
Reconhece que, só poderá enfrentá-la se contar com a ajuda do governo federal.
CLIQUE AQUI para ler a entrevista completa.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Terá potiguar ou nordestino na equipe de Fátima?

Essa dúvida manifestada numa roda de ouvintes das jornalistas Virginia Coelli e Anna Ruth faz muito sentido. 
Um deles explica:
- Para suplente dela no Senado, Fátima rejeitou qualquer norte-rio-grandense que fosse indicado. Ninguém, mesmo que fosse um petista histórico.
Outro acrescenta:
- Nem paraibano, conterrâneo dela, ela admitiu. Aliás, ficou claro que ninguém do Nordeste servia para ser o suplente de Fátima no Senado.
Exatamente por conta disso, essa dúvida vai persistir até que a governadora eleita anuncie a formação da equipe com a qual deverá comandar a administração do RN.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Fátima precisa descer do palanque

A governadora eleita, Fátima Bezerra, tem todo direito de continuar celebrando e comemorando a sua vitória eleitoral do dia 28, mas, de uma coisa pode ter certeza - ou desce do palanque o mais depressa possível ou começa a decepcionar mais cedo do que poderia imaginar.
Digo isso, atiçado pela crítica de um amigo da comunidade do Golandim - em São Gonçalo, que ouviu e não gostou da entrevista que a governadora eleita concedeu, no começo desta noite, a jornalistas da 95 FM, aqui em Natal.
Infelizmente, não tive tempo de ouvir a entrevista, mas, pelo resumo que o amigo Dió me fez, entendo que ele está coberto de razão, na sua análise simples, mas sincera e verdadeira:
- Ficou repetindo o discurso da campanha, se gabando da votação obtida, da rejeição do povo às oligarquias, enfim: Ela continua como se ainda estivesse na campanha. Em cima do palanque.
- E mais - prosseguiu - Não deixava os jornalistas perguntarem.
Mas, é isso mesmo.
Que a senadora Fátima Bezerra obteve uma vitória eleitoral histórica, todo mundo já sabe. Ficar repetindo isso é gabolice, nada lhe acrescenta e, daqui a pouco, vai encher a paciência de quem a escuta.
O que o povo quer saber é: qual a expectativa que pode ter quanto à capacidade da nova gestão de mostrar - já no dia 1º de janeiro - que o governo mudou, principalmente, em áreas cruciais, como saúde e segurança pública.
Ela tem dois meses para cuidar disso. Se deixar o tempo passar, só celebrando, só festejando e não definir o que pode fazer no dia 1º de janeiro para o povo sentir que o governo mudou, tchau, tchau.

Reunião de ex-seminaristas em Natal

Ex-alunos do seminário de São Pedro, em Natal-RN, estão sendo convidados para reunião de reencontro no próximo dia 7.
O evento está sendo organizado por um grupo de ex-seminaristas norte-rio-grandenses, do qual fazem parte o proprietário da Galeria de Arte B-612, Anchieta Miranda, Arnóbio Montenegro, Assis Câmara e Paulo Tarcísio.
O encontro vai ser na Galeria de Arte B-612, localizada na Rua Dr. Barata, na Ribeira, local onde funcionou até recentemente a a Off Set Gráfica e, no passado mais distante, a sede da Cooperativa do professor Ulisses.
Todos os-seminaristas interessados estão convidados. Mais informações com Arnóbio Montenegro - 98870-1830.