quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Médicos lideram mobilização contra corte no valor das aposentadorias

O Sindicato dos Médicos confirmou que haverá greve a partir de segunda-feira, dia 17, começando com uma mobilização, às 9 horas, na frente do Hospital Walfredo Gurgel.
Segundo nota no portal do Sinnmed, nessa mobilização é esperada a participação de vários outros sindicatos da saúde por entenderem que "os servidores estaduais estão sendo lesados no direito de incorporar a insalubridade, uma vez que tiveram descontos para a previdência durante toda sua vida funcional".
Às 18 horas os sindicatos voltam a se reunir, na sede do Sinmed-RN, para avaliar as atividades do dia e definir novas mobilizações.
A expectativa das lideranças sindicais é que suas gestões possam sensibilizar todo o funcionalismo para uma greve geral dos servidores.
Em nota intitulada "O Corte", que vou transcrever abaixo, o Sindicato dá a entender que não estaria havendo reação, caso o governo decidisse restituir tudo que foi recolhido a título de contribuição previdenciária sobre as gratificações tidas como transitórias, como a insalubridade e o adicional noturno;
Confira:

"O corte

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) decidiu revogar a Súmula nº 24 e cortar da aposentadoria dos servidores estaduais as gratificações tidas como temporárias, como insalubridade, adicional noturno e de deslocamento. A decisão é aplicada aos servidores aposentado a partir de julho de 2014.
Como a previdência do estado sempre descontou sobre estes valores, o correto seria devolver para o trabalhador todo o dinheiro retirado de sua conta durante seus mais de 30 anos de contribuição.
Porém, o TCE garante apenas a devolução dos últimos cinco anos. E o servidor já sabe que terá grande prejuízo financeiro e moral. Para ter de volta o que é de direito, vai ter que entrar na justiça e sofrer enorme constrangimento após tantos anos de dedicação e contribuição para o estado.
Outro ponto questionado pelos servidores da saúde está na concepção entendida pelo Tribunal do que é transitoriedade. Pois este trabalhador se expõe durante toda a vida dentro dos hospitais e o risco de contrair doenças não é transitório. Ele é permanente e pode afetar o profissional da saúde em qualquer momento de sua vida.
Os sindicatos estão unidos e decidiram pelo enfrentamento desta decisão desumana e cruel com o trabalhador. Vários atos devem acontecer nos próximos dias, os setores jurídicos também estão trabalhando em conjunto para tentar reverter a medida e diversas ações serão colocadas em prática caso o governador não se mostre sensível ao apelo das categorias".  


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